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sexta-feira, dezembro 16, 2011

Pesquisa mostra como o corpo humano combate o vírus da dengue - Newsletter da Saúde


Newsletter da Saúde



Posted: 15 Dec 2011 07:09 PM PST
Uma pesquisa publicada na edição online desta terça (13) da revista científica "mBio" traz uma novidade sobre como o corpo humano responde ao vírus da dengue. Uma proteína chamada lectina de aglutinação à manose (MBL, na sigla em inglês), é capaz de identificar o vírus para atacá-lo.
Hoje, não existe nenhum remédio específico para a dengue; o que os médicos fazem é controlar os sintomas que ela causa. Os cientistas tentam também criar uma vacina para a doença, mas ainda não conseguiram.
Até essa descoberta, os cientistas sabiam que o sistema imunológico conseguia se livrar do vírus, mas nunca tinham entendido o processo em detalhes. O que a MBL faz é identificar moléculas de açúcar presentes ao redor do vírus. Uma vez que o corpo estranho é detectado, os anticorpos reagem e matam os vírus.
O nível de MBL no sangue varia de pessoa para pessoa. Isso pode explicar porque alguns pacientes são bem mais resistentes que outros em relação à dengue. Além disso, a descoberta pode levar à criação de medicamentos que ajudem a eliminar o vírus.
dengue (Foto: Arte/G1)


Posted: 15 Dec 2011 07:07 PM PST

alongamento
A receita de uma vida saudável é a combinação de prática de exercícios e alimentação equilibrada.
Portanto, são também os exercícios peças fundamentais para evitar a tão comum dor nas costas.
A musculação é super recomendada pelos médicos. Isso porque os exercícios com peso desenvolvem a musculatura do tronco e das costas e, assim, ajuda a reduzir a função muscular.
Somados à musculação, o alongamento e a ioga também colaboram - e muito - para relaxar os músculos das costas e evitar dores no local.
Um estudo europeu analisou durante 20 semanas ex-sedentários com dor nas costas que passaram a seguir um programa de musculação e alongamento.
O resultado foi super positivo. Além de eliminarem a dor, eles tiveram uma melhora em atividades corriqueiras do dia a dia, como subir escadas e carregar compras.


Posted: 15 Dec 2011 02:44 AM PST

Mulheres que fumam podem atingir a menopausa cerca de um ano mais cedo do que aquelas que não têm o hábito, aponta um estudo que também observou uma consequência disso: entrar na menopausa mais cedo pode influenciar o risco de ter doenças ósseas e cardíacas.

O estudo, publicado no periódico científico Menopause, reuniu dados de diversos estudos anteriores, que incluiram cerca de 6.000 mulheres nos Estados Unidos, Polônia, Turquia e Irã.

Não-fumantes atingiram a menopausa entre 46 e 51 anos, em média. Em todos os estudos analisados, à exceção de dois, as fumantes eram mais jovens quando atingiram a menopausa – entre 43 e 50 anos. Durante a menopausa, os ovários da mulher param de produzir óvulos e ela não pode mais engravidar de forma natural.

"Nossos resultados fornecem novas evidências de que fumar está significativamente associado com a chegada precoce da menopausa e fortalecem ainda mais a orientação de evitar esse hábito", escreveu o autor do estudo, Volodymyr Dvornyk, da Universidade de Hong Kong.

Dvornyk e seus colegas também analisaram cinco outros estudos que utilizaram uma idade de corte de 50 ou 51 anos para agrupar as mulheres em menopausa precoce e tardia. Das mais de 43.000 mulheres analisadas, as que fumavam eram 43% mais suscetíveis do que as não-fumantes de entrar precocemente na menopausa.

A menopausa precoce e tardia têm sido associadas a maiores riscos para a saúde feminina. Sabe-se que mulheres que atingem a menopausa tarde, por exemplo, têm maior risco de câncer de mama porque um fator de risco para a doença é mais tempo de exposição ao estrogênio.

"O consenso geral é que a menopausa mais cedo tende a ser associada com o maior número e maior risco de problemas de saúde na pós-menopausa, como osteoporose, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e Alzheimer, e outros", Dvornyk disse à Reuters Health por e-mail.

De modo geral, acrescentou, também suspeita-se de que a menopausa precoce aumenta um pouco o risco de morte nos anos seguintes. Há duas teorias para explicar porque fumar pode precipitar a chegada da menopausa, disse Jennie Kline, epidemiologista da Escola de Saúde Pública da Universidade de Columbia, em Nova York. Fumar pode ter um efeito sobre como o corpo da mulher produz ou elimina o estrogênio.

"Por outro lado, alguns pesquisadores acreditam que certos componentes da fumaça do cigarro podem matar os óvulos", acrescentou Kline, que não esteve envolvida no estudo.

Dvornyk e sua equipe não tinham informações sobre há quanto temo as mulheres analisadas fumavam ou a quantidade de cigarros fumados diariamente. Portanto, não foi possível determinar como esses fatores podem ter afetado a chegada menopausa.

Fatores como o consumo de álcool, o peso e se mulher teve ou não filhos também podem desempenhar um papel importante, mas as evidências científicas sobre o peso de todos esses fatores, com exceção do fumo, não são consistentes, disse Kline.

Também é possível que os mesmos fatores que influenciam a idade da menopausa possam determinar se as mulheres têm problemas de infertilidade ou não, ou até quando podem engravidar.

Ainda assim, Kline disse: "Há razões muito mais fortes para deixar de fumar do que a preocupação com a menopausa."


Posted: 15 Dec 2011 02:40 AM PST


Tantas obrigações familiares, pessoais e profissionais, dão aquela sensação de estar "carregando o mundo nas costas".

E isso tem um custo: dores, que podem ir de simples desconfortos a enfermidades incapacitantes.

"Estatísticas têm mostrado que as mulheres são as que mais apresentam queixas de dores nas costas, especialmente acima dos 45 anos", afirma o ortopedista Adalto Lima, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e chefe do serviço de ortopedia e traumatologia do Hospital Badin e do Hospital Israelita Albert Sabin, do Rio de Janeiro.

Vários fatores influenciam o aparecimento do problema e podem levar a maior ou menor gravidade. Entre as principais razões estão o uso constante de saltos altos, má postura em situações do dia a dia, falta de atividade física, gravidez, doenças e estresse.

"O corpo humano tem um eixo que vai da cabeça ao centro da bacia. A utilização do salto alto favorece o desalinhamento desse eixo, sobrecarregando a coluna. E quanto maior ele for, mais o quadril se pronuncia para trás. A curto prazo isso pode gerar dores lombares e se a coluna for exposta diariamente a esse esforço, pode sofrer um desgaste maior, gerando problemas mais graves no futuro, como uma hérnia de disco", alerta o neurocirurgião especializado em coluna Marcelo Perocco, membro titular da Academia Brasileira de Neurocirurgia, de São Paulo.

Quem tem os seios naturalmente volumosos ou quem exagera no tamanho da prótese de silicone também pode sofrer desconforto lombar.

"O volume e o peso das mamas fazem o tórax se projetar para frente, desalinhando a coluna", reforça Lima. Se for essa a causa da dor nas costas, é preciso fazer uma avaliação médica para verificar a necessidade de reforço muscular, uso de sutiãs adequados e até cirurgia de redução mamária ou adequação da prótese de silicone.

A obesidade e a inatividade física são outros problemas que agravam as dores nas costas. "Uma coisa puxa a outra: o aumento de peso muitas vezes inibe a pessoa de fazer exercícios, o que só contribui com os quilos a mais. A obesidade é um dos mais frequentes desencadeadores de dores nas costas", completa o ortopedista do Rio de Janeiro.

O mal ainda pode estar relacionado a doenças como osteoporose, fibromialgia, artrite e artrose – patologias mais frequentes no sexo feminino. Nesses casos, é preciso ficar atenta para que a doença seja investigada e não apenas as dores sejam tratadas.

Até o estresse emocional pode atingir as costas femininas, ao provocar tensão, contração muscular e descarga de substâncias nocivas que irritam a musculatura e provocam dor. Da mesma forma, a má postura em situações do dia a dia, como sentar diante do computador ou assistir televisão no sofá, pode levar ao desconforto lombar.

O ideal, de acordo com Perocco, é a mulher conhecer e entender as necessidades de seu corpo, evitando situações que causem dor.

"A prática de exercícios físicos e fortalecimento muscular, além de alimentação saudável, visando o controle de peso, redução do estresse, boa postura e exames periódicos podem ajudar a evitar os problemas", aconselha.

"Não é normal sentir dor. Diante de manifestações dolorosas – incômodo constante, que piora com o passar do tempo e que limita seus movimentos – procure um médico", finaliza Lima.


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