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segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Os militares e o futuro do Egito

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Boletim Carta Maior - 7 de Fevereiro de 2011 Ir para o site
 

 
 
Os militares e o futuro do Egito
As forças armadas têm sido a força dominante no Egito desde a queda da Monarquia em 1952: os presidentes Nasser, Sadat e Mubarak são todos eles representantes do estamento militar. Considerados uma das forças mais poderosas do mundo (10º lugar) contam com um contingente de 468.000 militares e 3.4% do PIB do Egito. O setor militar do Egito recebeu nas últimas três décadas cerca de 30 bilhões de dólares em ajuda dos EUA, além de enviar seus oficiais para estudar em colégios militares norte-americanos. Os militares egípcios são essencialmente uma criação dos EUA. O artigo é de Reginaldo Nasser.
> LEIA MAIS | Internacional | 07/02/2011
 
Egito: novas dimensões dos protestos sociais
A retomada das mobilizações sociais no Egito tem o mérito de mostrar que hoje, no quadro da mundialização, o caráter autoritário de um sistema político não é contraditório com transformações de seu espaço público na direção de mais liberdade de ação e de expressão. Os diferentes discursos performativos sobre a sociedade civil, os direitos do homem, a cidadania, as reformas políticas e a democratização reivindicada, anunciada e prometida, podem produzir efeitos significativos nos setores aparentemente menos politizados. O artigo é de Sarah Ben Néfissa.
> LEIA MAIS | Internacional | 07/02/2011
 
Nova onda de ativismo político cresce na Inglaterra
Uma nova onda de ativismo político cresce na Inglaterra como resposta aos planos de austeridade do governo conservador de David Cameron. Organizadores da Marcha para a Alternativa esperam atrair dezenas de milhares de ativistas de todo o país para o centro de Londres, no dia 26 de março, para pedir mudança nos planos do governo de rápidos e profundos cortes nos gastos públicos, os maiores desde a Segunda Guerra. Coalizão entre Conservadores e liberais democratas anunciou cortes de 80 bilhões de libras no orçamento dos próximos quatros anos. O artigo é de Wilson Sobrinho.
> LEIA MAIS | Internacional | 06/02/2011
 
Declina a influência do Ocidente
No mundo árabe, os EUA e seus aliados apoiaram com regularidade radicais islâmicos, às vezes para prevenir a ameaça de um nacionalismo secular. Exemplo é a Arábia Saudita, centro ideológico do Islã radical. Outro em uma longa lista é Zia ul-Haq, favorito do ex-presidente Ronald Reagan e o mais brutal dos ditadores paquistaneses.
O artigo é de Noam Chomsky.

> LEIA MAIS | Internacional | 06/02/2011
 
Amy Goodman: Quando as empresas preferem os ditadores à democracia
O Egito foi o segundo grande receptor de ajuda externa dos Estados Unidos durante décadas, depois de Israel (sem contar os fundos gastos nas guerras e ocupações do Iraque e Afeganistão). O regime de Mubarak recebeu cerca de 2 bilhões de dólares ao ano desde que assumiu o poder, em sua imensa maioria para as forças armadas. Onde foi parar esse dinheiro? Em geral, foi para empresas estadunidenses. O dinheiro vai para o Egito e logo volta para pagar aviões F-16, tanques M-1, motores de aviões, mísseis, pistolas e latas de gás lacrimogêneo. O artigo é de Amy Goodman.
> LEIA MAIS | Internacional | 05/02/2011
 
 
Especiais Fórum Social Mundial
 

 

 
Nova oportunidade para o FSM
O novo FSM, realizado pela segunda vez na África, tem uma nova chance de se articular com os processos políticos realmente existentes, com a crise dos regimes políticos do Oriente Médio, que se desenvolve nos países do norte da África. Elevado a tema central do FSM, este ganharia uma atualidade que, de outra forma, terá muito mais dificuldades para ter. - 06/02/2011

 

 
Colunistas
 
Gilson Caroni Filho
O vento leste do feminismo
A participação das mulheres no primeiro escalão do governo da presidenta Dilma pode ser creditada à luta de ativistas como Heloneida Studard. Sua lucidez a levava a compreender o feminismo como parte de uma transformação geral no mundo, em que a libertação das mulheres diz respeito à libertação dos homens em geral. - 06/02/2011
 
Venício Lima
Propriedade cruzada: interesses explicitados
O editorial “Mudança de Rumo”, do grupo RBS, poderia ser considerado cômico se não se tratasse de uma questão fundamental para as liberdades democráticas. E mais: se a RBS não controlasse praticamente todas as formas de comunicação de massa no RS e em SC, constituindo um exemplo emblemático dos malefícios da propriedade cruzada. - 04/02/2011
 
Paulo Kliass
Cooperativa de crédito: alternativa aos bancos privados
Tanto a existência de uma rede de bancos públicos quanto de um sistema cooperativo de crédito podem atuar no sentido de uma alternativa à forma injusta e exploradora que caracteriza o sistema bancário privado. O que falta é vontade política para enfrentar o poderio da banca privada. - 04/02/2011
 

 


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