TRANSPOSTO DA COLUNA PROSA & VERSO DO JORNAL DE FATO -MOSSORÓ-RN EM 06/10/2010 - http://www.defato.com/crispiniano.php
Dilma Rousseff, a bala de prata
e as possibilidades do segundo turno
Os dirigentes do PT e os eleitores de Dilma, especialmente os que frequentam a blogosfera passaram as três últimas semanas fazendo muitas apostas sobre qual seria a "bala de prata" usada pela mente maquiavélica de José Serra e o seu partido de fato, o PIG - Partido da Imprensa Golpista para forjar um segundo turno. Usando a "inteligência" do banditismo político tão bem mostrado no livro "Murro na Cara" do marqueteiro americano Vitor Paolozzi, o serrismo evitou os manjados escândalos onde são mostradas rumas de dinheiro que não se sabe de onde vêm nem para onde vão, compras de dossiês que nunca aparecem, debates editados com os piores momentos do candidato do PT e outras que estavam sendo esperadas. Inclusive a coisa virou até gozação, com pessoal brincando com o absurdo e o ridículo. A bala de prata nasceu de um padre enlouquecido, fundamentalista irresponsável que lançou uma frase mentirosa, dizendo que Dilma tinha dito que "nem Cristo lhe tiraria esta vitória". Todos sabem que Dilma nunca disse isso, mas a campanha de Serra e os seus raivosos seguidores que destilam ódio sempre que falam em Lula, Dilma, no PT e no Nordeste, repetiram a mentira não apenas mil vezes como pregava Josef Goebbels, ministro de Hitler, mas milhões de vezes, usando a força da internet. É a modernidade das cavernas. Não só reverberaram a mentira como montaram uma estratégia. Em cima da frase que Dilma não disse, acrescentaram a pauta que candidatos evangélicos inescrupulosos exploram desde a campanha de Lula de 2002, com os itens da legalização do aborto, que Dilma também não declarou defender, o casamento gay que ela também não disse apoiar em lugar algum. Inclusive esta mesma baboseira foi usada contra Fátima Bezerra em Natal, que agora se sagrou campeã de votos, foi usada contra Jandira Feghalli no Rio de Janeiro e contra Marta Suplicy em São Paulo, ambas recém-eleitas, com votações estupendas. A campanha de Serra não apenas repercutiu a mentira como montou uma gigantesca rede de calúnia e difamação usando evangélicos mais conservadores e alienados, bem como setores carismáticos da Igreja Católica. Dois segmentos religiosos que cerraram fileiras no exército do diabo para difundir a mentira tripla, ferindo pelo menos dois mandamentos da Lei de Deus, o segundo que manda "não tomar Seu santo nome em vão" e o oitavo que diz para "não levantar falso testemunho". O papel dos religiosos não foi apenas um exercício de analfabetismo político, foi um gesto pecaminoso e canalha. Especialmente de pastores e padres que embarcaram nesta ação criminosa. Despejaram votos em Marina, pois que Serra era e continua sendo inaceitável para a maioria deles, mas estiveram a serviço de Serra e do capital. E capital se chama dinheiro e a Bíblia também diz que não se pode servir a Deus e ao dinheiro, pois não se pode servir a dois senhores. A César o que é de César; a Deus o que é de Deus. Resta entender o papel de Marina nisso tudo e dos seus apoiadores, intelectuais, ecologistas, militantes de primeira grandeza, que a lançaram na tentativa de elevar o debate político. Como aceitaram passivamente este papel ridículo e cretino para uma candidatura que veio para, ao contrário de Chacrinha, comunicar e não para confundir. Mas que só serviu para confundir. Marina achanou-se, foi para a sarjeta ética. O PV e os seus apoiadores também. Ficaram devendo à História do Brasil o gesto digno do SOL de Sergipe que retirou a candidatura da sua postulante ao governo sergipano quando ela descambou serra abaixo no discurso que chama Dilma terrorista e outras cretinices. Agora se preocupam com o papel de Marina no segundo turno. Acham que ela vai decidir a disputa. E, inocentemente muitos petistas querem rastejar em busca do seu apoio. Marina já provou que é mau caráter ao não devolver o mandato do partido de onde saiu. O PT foi bonzinho com ela, mas também teve a inteligência de não fazê-la de vítima. Hoje fica claro que Marina é isso mesmo, um apêndice da direita. Ela é na política o que é na religião. Conservadora e oportunista. Age, literalmente, de má-fé. Concordo com Paulo Henrique Amorim. Marina não tem qualquer controle sobre seus votos. Os que nela votaram por serem de esquerda, ou são esquerdistas sérios e não votarão em Serra de jeito nenhum. São, isto sim, potenciais eleitores de Dilma, independente de qual a postura de Marina. Os que nela votaram por força da mentira também não vão esperar posição dela para se definirem, pois iam votar em Dilma e quando se assustaram com as mentiras também não quiseram votar em Serra. Aí são pelo menos os oito por cento que se decidiram por ela nos últimos quatro ou cinco dias. Admitamos que descambem para Serra. Dilma teve 47.651.434 de votos e Serra obteve 33.132,283. A maioria de Dilma sobre Serra no primeiro turno é de 14.519.151 votos. Marina contabilizou 19.636.359. Admitindo-se que 40% dos seus votos vão para Dilma independentemente dela, por serem de pessoas de esquerda, progressistas e que não admitem Serra de jeito nenhum, Dilma terá mais quase oito milhões de votos, que somados à metade dos votos de Plínio de Arruda Sampaio do PSOL, Zé Maria do PSTU, Ivan Pinheiro do PCB e Rui Costa Pimenta do PCO, chegaremos a 56 milhões de votos. Nesta hipótese José Serra com seus poucos mais de 33 milhões de votos, recebendo quase doze milhões dos que votaram em Marina e todos os 150 mil votos dos direitistas José Maria Eymael e Levy Fidelis, não passará dos 45 milhões de votos, levando, no segundo turno, uma surra de 11 milhões de votos. Melhor que ir atrás de Marina, é a militância petista, o marketing da campanha e os prefeitos, deputados, governadores e vereadores do PT, PMDB, PDT, PRB, PTN, PSC, PR, PTC, PSB e PC do B, além do movimento sindical, os movimentos populares, a igreja progressista e quem mais tenha amor ao Brasil, correrem a convencer pelo menos 10 a 20% dos 24.610.296 que não foram votar, a, por fim, irem às urnas, levando uns 10 ou 20% dos 9.603.594 que votaram branco e nulo a protestarem contra a mentira de agora e o atraso do governo demotucano. E aí teremos Dilma eleita presidente do Brasil, com mais de 60 milhões de votos, disputando com Barack Obama a condição de estar no Guiness Book como a maior votação presidencial do mundo. E Marina que fique neutra ou apoiando Serra, pois qualquer uma das duas posições levará, inexoravelmente, sua biografia para a lata do lixo da história.
e as possibilidades do segundo turno
Os dirigentes do PT e os eleitores de Dilma, especialmente os que frequentam a blogosfera passaram as três últimas semanas fazendo muitas apostas sobre qual seria a "bala de prata" usada pela mente maquiavélica de José Serra e o seu partido de fato, o PIG - Partido da Imprensa Golpista para forjar um segundo turno. Usando a "inteligência" do banditismo político tão bem mostrado no livro "Murro na Cara" do marqueteiro americano Vitor Paolozzi, o serrismo evitou os manjados escândalos onde são mostradas rumas de dinheiro que não se sabe de onde vêm nem para onde vão, compras de dossiês que nunca aparecem, debates editados com os piores momentos do candidato do PT e outras que estavam sendo esperadas. Inclusive a coisa virou até gozação, com pessoal brincando com o absurdo e o ridículo. A bala de prata nasceu de um padre enlouquecido, fundamentalista irresponsável que lançou uma frase mentirosa, dizendo que Dilma tinha dito que "nem Cristo lhe tiraria esta vitória". Todos sabem que Dilma nunca disse isso, mas a campanha de Serra e os seus raivosos seguidores que destilam ódio sempre que falam em Lula, Dilma, no PT e no Nordeste, repetiram a mentira não apenas mil vezes como pregava Josef Goebbels, ministro de Hitler, mas milhões de vezes, usando a força da internet. É a modernidade das cavernas. Não só reverberaram a mentira como montaram uma estratégia. Em cima da frase que Dilma não disse, acrescentaram a pauta que candidatos evangélicos inescrupulosos exploram desde a campanha de Lula de 2002, com os itens da legalização do aborto, que Dilma também não declarou defender, o casamento gay que ela também não disse apoiar em lugar algum. Inclusive esta mesma baboseira foi usada contra Fátima Bezerra em Natal, que agora se sagrou campeã de votos, foi usada contra Jandira Feghalli no Rio de Janeiro e contra Marta Suplicy em São Paulo, ambas recém-eleitas, com votações estupendas. A campanha de Serra não apenas repercutiu a mentira como montou uma gigantesca rede de calúnia e difamação usando evangélicos mais conservadores e alienados, bem como setores carismáticos da Igreja Católica. Dois segmentos religiosos que cerraram fileiras no exército do diabo para difundir a mentira tripla, ferindo pelo menos dois mandamentos da Lei de Deus, o segundo que manda "não tomar Seu santo nome em vão" e o oitavo que diz para "não levantar falso testemunho". O papel dos religiosos não foi apenas um exercício de analfabetismo político, foi um gesto pecaminoso e canalha. Especialmente de pastores e padres que embarcaram nesta ação criminosa. Despejaram votos em Marina, pois que Serra era e continua sendo inaceitável para a maioria deles, mas estiveram a serviço de Serra e do capital. E capital se chama dinheiro e a Bíblia também diz que não se pode servir a Deus e ao dinheiro, pois não se pode servir a dois senhores. A César o que é de César; a Deus o que é de Deus. Resta entender o papel de Marina nisso tudo e dos seus apoiadores, intelectuais, ecologistas, militantes de primeira grandeza, que a lançaram na tentativa de elevar o debate político. Como aceitaram passivamente este papel ridículo e cretino para uma candidatura que veio para, ao contrário de Chacrinha, comunicar e não para confundir. Mas que só serviu para confundir. Marina achanou-se, foi para a sarjeta ética. O PV e os seus apoiadores também. Ficaram devendo à História do Brasil o gesto digno do SOL de Sergipe que retirou a candidatura da sua postulante ao governo sergipano quando ela descambou serra abaixo no discurso que chama Dilma terrorista e outras cretinices. Agora se preocupam com o papel de Marina no segundo turno. Acham que ela vai decidir a disputa. E, inocentemente muitos petistas querem rastejar em busca do seu apoio. Marina já provou que é mau caráter ao não devolver o mandato do partido de onde saiu. O PT foi bonzinho com ela, mas também teve a inteligência de não fazê-la de vítima. Hoje fica claro que Marina é isso mesmo, um apêndice da direita. Ela é na política o que é na religião. Conservadora e oportunista. Age, literalmente, de má-fé. Concordo com Paulo Henrique Amorim. Marina não tem qualquer controle sobre seus votos. Os que nela votaram por serem de esquerda, ou são esquerdistas sérios e não votarão em Serra de jeito nenhum. São, isto sim, potenciais eleitores de Dilma, independente de qual a postura de Marina. Os que nela votaram por força da mentira também não vão esperar posição dela para se definirem, pois iam votar em Dilma e quando se assustaram com as mentiras também não quiseram votar em Serra. Aí são pelo menos os oito por cento que se decidiram por ela nos últimos quatro ou cinco dias. Admitamos que descambem para Serra. Dilma teve 47.651.434 de votos e Serra obteve 33.132,283. A maioria de Dilma sobre Serra no primeiro turno é de 14.519.151 votos. Marina contabilizou 19.636.359. Admitindo-se que 40% dos seus votos vão para Dilma independentemente dela, por serem de pessoas de esquerda, progressistas e que não admitem Serra de jeito nenhum, Dilma terá mais quase oito milhões de votos, que somados à metade dos votos de Plínio de Arruda Sampaio do PSOL, Zé Maria do PSTU, Ivan Pinheiro do PCB e Rui Costa Pimenta do PCO, chegaremos a 56 milhões de votos. Nesta hipótese José Serra com seus poucos mais de 33 milhões de votos, recebendo quase doze milhões dos que votaram em Marina e todos os 150 mil votos dos direitistas José Maria Eymael e Levy Fidelis, não passará dos 45 milhões de votos, levando, no segundo turno, uma surra de 11 milhões de votos. Melhor que ir atrás de Marina, é a militância petista, o marketing da campanha e os prefeitos, deputados, governadores e vereadores do PT, PMDB, PDT, PRB, PTN, PSC, PR, PTC, PSB e PC do B, além do movimento sindical, os movimentos populares, a igreja progressista e quem mais tenha amor ao Brasil, correrem a convencer pelo menos 10 a 20% dos 24.610.296 que não foram votar, a, por fim, irem às urnas, levando uns 10 ou 20% dos 9.603.594 que votaram branco e nulo a protestarem contra a mentira de agora e o atraso do governo demotucano. E aí teremos Dilma eleita presidente do Brasil, com mais de 60 milhões de votos, disputando com Barack Obama a condição de estar no Guiness Book como a maior votação presidencial do mundo. E Marina que fique neutra ou apoiando Serra, pois qualquer uma das duas posições levará, inexoravelmente, sua biografia para a lata do lixo da história.
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