quarta-feira, outubro 05, 2011

Newsletter da Saúde


Newsletter da Saúde


Fisioterapia no Voleibol
Posted: 03 Oct 2011 09:43 PM PDT
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O voleibol, nas ultimas décadas, vem passando por diversas mudanças, tanto na parte tática, técnica, física, administrativa, quanto em suas regras. Levando as empresas a investirem mais no atleta. Todavia, estes avanços trouxeram uma maior cobrança aos resultados almejados.Com o objetivo de melhorar, os profissionais de área iniciaram uma corrida na procura de alternativas para o aumento da eficácia de suas equipe. No entanto, na mesma proporção do progresso do voleibol, houve o crescimento do número de lesões, em virtude das inúmeras exigências ao atleta.

Devido a estes problemas, haja vista os jogadores lesionados ficarem inviabilizados totalmente ou parcialmente aos jogos. Em 1969, surgiu oficialmente a fisioterapia desportiva, organizada pelo comitê dos XX jogos Olímpicos e pela primeira vez a fisioterapia entrou como uma unidade nos jogos Olímpicos de 1972.

A fisioterapia desportiva possui atuação preventiva e de reabilitação de lesões, basicamente utilizando os mesmos recursos da fisioterapia ortopédica traumatologia, diferenciando-se desta na especificidade, intensidade, freqüência e objetivos de tratamento .

Os recursos fisioterápicos mais utilizados para o tratamento das lesões esportivas são: eletroterapia, crioterapia, hidroterapia, massoterapia, cinesioterapia e mecanoterapia. Observando-se suas indicações e contra-indicações, além das alterações fisiológicas ocorridas com tais técnicas. Cujas principais finalidades são (5,7):

Manter a imagem psico - sensorial e motora do atleta;

Promover a recuperação muscular, tendinosa e articular; melhorar a circulação arterio-venosoa e linfática;

Promover o relaxamento com movimentos rítmico e dinâmico;

Melhorar a coordenação; aumentar o tônus, trofismos muscular e amplitude de movimentos;

Combater algias e edemas.

Contudo, para o melhor desempenho do esporte é fundamental:

A formação de uma equipe técnica de alto nível e a mais especializada possível;

Traçar metas a serem alcançadas durante a temporada, planejar fases de treinamentos e a divisão das tarefas durante elas;

Fazer uma avaliação física;

Realizar uma avaliação médica e fisioterápica, pois por intermédio da avaliação é possível desenvolver um trabalho preventivo mais eficiente, onde pode-se dividir o grupo pelas lesões, pelas deficiências físicas existentes e pelas posições que os jogadores atuam. Desta forma evita-se a perda de tempo e não sobrecarrega os atletas com exercícios desnecessários.




Posted: 03 Oct 2011 07:56 AM PDT
O governo de São Paulo lança nesta segunda-feira (3) na capital paulista o novo plano para o combate da dengue. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o plano terá medidas diferenciadas em relação aos anos anteriores. Prefeitos de 283 cidades paulistas consideradas mais vulneráveis à transmissão da doença participarão do encontro.
Esse mapeamento foi realizado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da secretaria, em parceria com a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen).
A secretaria diz que o objetivo é mobilizar as prefeituras em torno do tema, pois as ações de campo para o controle dos criadouros do Aedes aegypt, que transmite a dengue, devem ser realizadas pelos municípios. Segundo o governo, a mobilização é fundamental por causa, principalmente, da entrada em circulação do subtipo 4 do vírus da dengue no estado, o que aumenta o número de pessoas suscetíveis à doença, ampliando o risco de casos graves e óbitos. O treinamento dos agentes será agilizado e aprimorado, para facilitar o combate à doença.
Foram registrados neste ano em São Paulo 76,8 mil casos de dengue, contra 189,3 mil em 2010. Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, concentra 19% do total de casos de dengue no estado em 2011. O encontro "Unindo Forças contra a Dengue" acontecerá no anfiteatro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Participarão do encontro 15 cidades da Grande São Paulo (Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu das Artes, Francisco Morato, Guarulhos, Taboão da Serra, São Paulo, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Santana de Parnaíba, Osasco e Jandira). Haverá ainda municípios da região de  Araçatuba, Araraquara, Barretos, Bauru, Campinas, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Sorocaba e Ribeirão Preto. Da Baixada Santista estarão Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Praia Grande e Peruíbe. Cidades do Vale do Paraíba e do Litoral Norte também têm presença garantida.
Dengue sintomas (Foto: Arte/G1)
 



Posted: 03 Oct 2011 07:23 AM PDT
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As infecções agudas do trato respiratório, entre elas, a Pneumonia, são as principais causas de mortalidade nos paises em desenvolvimento, predominando em crianças com
menos de 5 anos (GONTIJO,2006). Estima-se que 4,3 milhões das mortes de crianças menores que 5 anos ocorram anualmente por infecção respiratória agudas, que nessa faixa representa 20% dos óbitos (I CONSENSO BRASILEIRO DE PNEUMONIA, 1998).

O quadro clínico da Pneumonia se inicia, via de regra, de maneira súbita, no curso de uma infecção de aparência banal das vias respiratórias superiores. Febre, dispnéia com
taquipnéia e tosse resumem as manifestações dominantes (PERNETTA, 2002).

Alguns sinais indicadores de maior gravidade da Pneumonia nas crianças, implicando a abordagem terapêutica mais intensiva, internação hospitalar e exames complementares,
devem ser cuidadosamente observados, tais como:
  • aspectos toxêmicos;
  • presença de tiragem, principalmente subcostal;
  • gemidos; prostração ou agitação acentuadas;
  • cianose;
  • palidez;
  • convulsões;
  • apnéias;
  • vômitos ou dificuldade de ingerir líquidos;
  • hipotermia;
  • desidratação
  • sinais semiológicos de condensação extensa ou comprometimento pleural.

A dor pleural limita os movimentos respiratórios na inspiração, que se torna curta, com gemidos e a criança procura o decúbito do lado do derrame, com as pernas flexionadas (I CONSENSO DE PNEUMONIA, 1998).

A pneumonia é a principal causa de mortalidade infantil de 0 a cinco anos, sendo responsável por 10% a 30% das internações, na qual o derrame pleural parapneumônico, é a
complicação mais freqüente (MOREIRA, 2005).

Derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço pleural. Normalmente, existem em torno de 0,1 a 0,2 ml/kg de peso líquido no espaço pleural. Esse líquido tem como
função permitir o deslizamento de uma superfície pleural sobre a outra (FISCHER, 2003). Este acúmulo de líquido é uma complicação freqüente de Pneumonia em crianças. Estima-se que em torno de 5% a 10% das pneumonias evoluam com Derrame Pleural. Em geral, todas as Pneumonias, inclusive as transmitidas por vírus, podem apresentar como complicação o Derrame Pleural, especialmente aquelas de maior gravidade (FISCHER, 2003).

Em estados normais, observa-se o equilíbrio entre a entrada e a saída de líquido e proteína do espaço pleural quando, o volume e a concentração protéica do líquido são constantes. Quando as pressões microvasculares ou a permeabilidade vascular se alter am, o desequilíbrio instala-se, o fluido se acumula e a concentração protéica modifica-se (FISCHER, 2003).

O principal objetivo do estudo da Fisioterapia Respiratória é a compreensão da fisiologia respiratória. Por meio de seu conhecimento, é possível entender as alterações  pulmonares e sistêmicas por meio da utilização da terapia física (PRESTO, 2004). Para a recuperação precoce e correta das crianças com disfunções respiratórias, é
indispensável o tratamento fisioterapêutico. Em um estudo específico, dados estatísticos confirmam a rapidez do tratamento fisioterapêutico, que não só promove a recuperação da criança, como também retira-o do ambiente hospitalar precocemente (IRWIN, 1994).

Através de revisão de literatura notou-se a dificuldade em encontrar evidências científicas, para apoiar a Fisioterapia Pneumofuncional como recurso terapêutico no tratamento de Derrame Pleural pós Pneumonia Bacteriana seja em crianças, adolescentes ou em adultos.

Uma pesquisa realizada no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) constatou que dentre as infecções respiratórias a de maior incidência, é a pneumonia, com 19,5% dos casos (RIBEIRO, 2002). Um outro levantamento realizado na mesma instituição, verificou-se que 60,2% dos casos de pneumonia evoluíram para derrame pleural. A Fisioterapia Pneumofuncional nesses casos, segundo livros-texto de Pediatria e Pneumologia Pediátrica, ainda não têm evidências científicas que comprovem a validade do tratamento do Derrame Pleural (BRITTO, 2005). Porém na pratica de fisioterapeutas pneumofuncionais consultados, foi verificado que há melhora nas crianças que foram encaminhadas e realizaram a Fisioterapia, com aquelas que não foram encaminhadas pelo serviço médico do hospital e por esse motivo não receberam tratamento fisioterapêutico.

Este estudo tem como objetivo geral, comprovar a atuação da Fisioterapia Pneumofuncional Manual em crianças acometidas por Pneumonia que evoluíram para Derrame Pleural fazendo uso de dreno torácico fechado em selo d'água; e tendo como objetivos específicos de comparar o tempo de internação e o tempo de retirada do dreno.

Veja o restante do estudo



Posted: 03 Oct 2011 06:19 AM PDT

Caminhada - De acordo com o ginecologista Luciano Pompei, caminhar é o exercício ideal para mulheres que eram sedentárias antes da gravidez. Andar ajuda a melhorar o sistema cardiovascular da gestante, disse ele.
Natação - Os esportes aquáticos propiciam conforto às grávidas, com mais de seis meses de gestação, por causa da barriga, segundo Pompei. Diante de autorização médica, a mulher pode praticar natação sem qualquer risco para o bebê.
Hidroginástica - A hidroginástica é a atividade preferida das gestantes, de acordo com o ginecologista Pompei. Ele afirma que, por ser dentro da água, elas cansam menos, não há sobrecarga nos pés e melhora as dores na coluna.
Musculação - Se a mulher já frequentava a academia, não precisa parar, mas deve diminuir as cargas dos exercícios para evitar a pressão abdominal. A musculação não provoca o aborto, segundo Pompei. O educador físico Timóteo Araújo acrescentou que o profissional que acompanhar o treino da gestante vai passar exercícios que comprimam a barriga ou forcem a curvatura da coluna da mulher. O ideal é que ela faça em uma intensidade que consiga conversar normalmente durante a prática, sem travar a respiração.
Pilates - De acordo com o presidente do Celafiscs, Timóteo Araújo, o pilates não é melhor nem pior para as gestantes dos que os demais exercícios físicos. O que o difere é o fato de ser individual, pois assim a mulher tem um acompanhamento mais detalhado e exclusivo do profissional.
Correr - A mulher que já corria antes de engravidar pode continuar com os exercícios durante a gestação. Segundo Araújo, a diminuição de intensidade vai ocorrer naturalmente, conforme o crescimento da barriga e aumento do peso da grávida. O educador físico ressaltou a importância do controle da temperatura corporal, a partir do suor - se ele for excessivo significa que a o corpo está demasiado quente e o calor é transmitido ao bebê.
Andar de bicicleta - A atividade não prejudica a gestação, no entanto, a partir de determinado mês, a barriga vai impedir que a mulher pedale com conforto. Outro ponto levantado por Araújo é o risco de queda e acidentes. No entanto, se for uma bicicleta ergométrica não há qualquer risco.
Step - As aulas de step nas academias podem ser frequentadas por grávidas, segundo Araújo, diante de autorização médica. Segundo ele, steps muito altos não são indicados para as gestantes. O exercício não aumenta risco de aborto, mas a execução dos passos pode ficar difícil conforme o passar dos meses.
Jump - As atividades sobre a pequena cama elástica estão liberadas, no entanto, com uma restrição. Em vez dos altos saltos, a recomendação é que as grávidas não tirem o pé da cama. Elas podem fazer os movimentos, mas sem saltar, afirmou Araújo. As camas elásticas com corrimão de apoio são mais indicadas para a prática de jump por grávidas.
Yoga - De acordo com o presidente do Celafiscs, Timóteo Araújo, as atividades de origem oriental têm vantagens para as gestantes. A melhora do controle respiratório e postura estão entre elas, segundo Araújo. As posições da yoga ajudam no estímulo muscular e melhoram as dores na coluna das mulheres grávidas, disse o também educador físico.





Posted: 03 Oct 2011 06:16 AM PDT
A  prática do pilates,  sem ajuda profissional, pode ocasionar lesões na coluna
A prática do pilates, sem ajuda profissional, pode ocasionar lesões na coluna (Bruno Kelly/ACRITICA)
O pilates, exercícios físicos  criados  para fortalecer e tonificar os músculos, melhorar a postura  e promover relaxamento, também são  um grande aliado para  melhorar a vida sexual.
Isso porque as atividades físicas, desenvolvidas por Joseph Pilates na década de 20 na Alemanha, trabalham a área do corpo chamada power house (centro de força),  formada pelos glúteos,  abdome e períneo.
"Todas as atividades que liberem endorfinas, aumentem a auto estima e deixem o corpo mais bonito apresentam benefícios para o sexo. Mas o diferencial do Pilates  é o trabalho de ativação dos músculos do assoalho pélvico que melhora o desempenho sexual e evita incontinência urinária", afirma  Flávia Drummond, fisioterapeuta da Cia. Atlética.
Prazer
Especialmente para as mulheres,  os exercícios ajudam a   amenizar os sintomas da variação hormonal como  a TPM, as enxaquecas e retenção de líquidos.
"O pilates ainda  combate   a flacidez da vagina, consequência natural de um pós-parto e do avanço da idade. Com a área pélvica contraída pelos exercícios ela fica enrijecida, aumentando significativamente o prazer sexual  da mulher e do homem", comenta Rhanda Amim Silveira, fisioterapeuta da clínica Physiovida, pioneira no pilates em Manaus, desde 2004. 
Benefícios para os homens
 Mas o pilates não traz apenas benefícios para as mulheres. Os studios de Manaus têm visto aumentar o número de homens praticando os exercícios.
"A maioria são ex-pacientes que trataram a coluna e querem continuar relaxando e melhorando a postura. Outros querem sair do agito das academias e ter um algo mais personalizado", comenta  a fisioterapeuta Adriane Monteiro, da Personal Fitnes Club.
O wakeboarder Jorge Challub (blusa azul) pratica pilates há  seis anos. "Sentia fortes dores na coluna  por conta da prática excessiva de esportes. Chegava a chorar. Tratei a coluna e agora faço pilates como forma de manter a qualidade de vida  e de conhecer melhor o meu corpo", diz o wakeboarder.
 Os exercícios mais avançados de pilates também dão mais flexibilidade, equilíbrio, coordenação, resistência, velocidade e agilidade.
Alerta e crianças
A fisioterapeuta Gisele Monteiro recomenda o pilates para crianças a partir de quatro  anos.  "Os exercícios serão feitos de forma mais lúdica com brincadeiras atraentes e fazendo com que a criança goste do método. É uma boa forma de exercitar sem agredir a musculatura da criança que ainda esta em desenvolvimento", diz Gisele.
A fisioterapeuta Eliane Lima alerta para o perigo de praticar  pilates em casa. "Não é recomendável pois, sem ajuda profissional, você poderá  fazer movimentos e respirar errado de maneira equivocada o que pode ocasionar lesões", alerta a médica.




Posted: 03 Oct 2011 06:15 AM PDT
Os danos de passar horas no trânsito
Um mês por ano parado no trânsito. Essa é a estimativa divulgada recentemente pela Rede Nossa São Paulo e pelo Ibope, em pesquisa sobre mobilidade urbana na capital paulista.
Com perspectivas de agravamento para os próximos anos, só resta aos motoristas buscar alternativas para aliviar a tensão corporal, resultado de duas horas e quarenta e nove minutos em média de trânsito diário em São Paulo. Além de gerar estresse, o trânsito intenso pode ser prejudicial ao corpo devido à falta de movimentação dos músculos e articulações.
Segundo Waldo Lino Junior, ortopedista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, as partes do corpo mais expostas a danos, neste caso, são coluna, pescoço, ombros e pernas. Durante o tempo de espera no veículo, o motorista tende a curvar a coluna e projetar o pescoço e os ombros para frente, causando desconforto na lombar e dores na cervical e no trapézio.
As pernas também são atingidas. Deixá-las na mesma posição por muito tempo impede o retorno venoso - que é a volta do sangue das extremidades do corpo para o coração - e pode originar inchaço e varizes.
Para minimizar os impactos desses efeitos negativos, a instrutora de Educação Física da Clínica de Ortopedia, Artroscopia e Medicina do Esporte da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Meiriele da Silva Lopes, orienta sobre as posições adequadas para dirigir e aponta exercícios que podem ser praticados durante a espera no trânsito:
- O banco deve ser ajustado em uma posição confortável, mantendo-o mais próximo da vertical;
- Os retrovisores devem ser ajustados para a postura mais ereta da coluna, como se houvesse um livro no topo da cabeça, agindo como um lembrete da postura ideal.
- A coluna deve ser encostada no banco e os ombros voltados para baixo e para trás;
- Os pés devem ser apoiados no assoalho enquanto não estiver dirigindo;
- Recomenda-se uma inclinação de 90 graus do quadril em relação à coluna e dos joelhos em relação ao quadril;
- Eventualmente, mexa os tornozelos em movimentos circulares, o pescoço suavemente de um lado para o outro e eleve um pouco as pernas.
Por Jessica Moraes



Posted: 03 Oct 2011 06:10 AM PDT
artrite
A artrite é uma doença na qual as articulações, principalmente das mãos e dos pés se inflamam, causando dores e inchaços (Thinkstock)
Uma nova pesquisa conduzida pelo centro médico da Universidade Duke, nos Estados Unidos, traz uma série de descobertas sobre a relação entre obesidade e osteoartrite . Divulgada nesta terça-feira no periódico Arthritis & Rheumatism, o estudo afirma que os exercícios físicos podem atenuar os sintomas da doença mesmo sem que o paciente perca peso e que a obesidade sozinha não causa a inflamação.

Já se sabia que exercícios traziam benefícios para pacientes com artrose, mas "é surpreendente que seja positivo para as articulações mesmo sem a perda de peso", diz Farshid Guilak, PhD, um dos autores do estudo e professor de cirurgia ortopédica na Duke. "O ideal é que o paciente fique em forma e emagreça pelo menos um pouco, mas esta pesquisa mostra que os exercícios, mesmo não acompanhados de outras mudanças, podem melhorar a saúde de quem tem a osteoartrite."

A pesquisa partiu da premissa que muitos casos de osteoartrite estão associados à obesidade e sedentarismo. Por isso, tentaram descobrir se uma alimentação rica em gordura levaria a uma artrose no joelho e se exercícios poderiam prevenir o problema.
Dois grupos de camundongos, então, foram alimentados de maneira diferente: o primeiro grupo recebeu comida rica em gordura e o segundo recebeu comida normal. O primeiro grupo foi o mais prejudicado: os camundongos ganharam peso rapidamente, passaram a processar mal a glicose e apresentaram um nível alto no sangue de moléculas causadoras da inflamação crônica associada à artrose.
"É ainda precoce dizer que é a solução para a artrite, mas os pesquisadores estão certos em dizer que os exercícios atenuam as dores. Há, contudo, que se ressaltar que a perda de peso é, sim, extremamente importante para o tratamento da artrite. E os exercícios físicos devem ser bem orientados, caso contrário podem causar ainda mais danos."
O passo seguinte foi colocar esses camundongos para exercitarem-se correndo nas rodas das gaiolas. Como resultado, muito dos problemas decorrentes do aumento de peso sumiram: a tolerância à glicose aumentou, e a inflamação foi bastante reduzida. Para os pesquisadores foi um sinal de que, se o aumento de peso fosse o responsável pela oesteoartrite, os exercícios deveriam ter aumentado o problema e não diminuído, como aconteceu.
De acordo com o coordenador do estudo, Timothy Griffin, PhD, ainda é preciso entender a relação entre atividade física e obesidade. Segundo ele, as células de gordura continuaram a produzir moléculas que disparam a artrite, mas que os exercícios prejudicaram o "sinal inflamatório" enviado por essas moléculas.
"A pesquisa mostra que, se você é obeso, é melhor se exercitar", diz Farshid Guilak. "A dor pode ser uma barreira inicial, mas a longo prazo trará benefícios."
 



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