quinta-feira, outubro 06, 2011

Newsletter da Saúde



Newsletter da Saúde


A aparência e os dentes
Posted: 05 Oct 2011 03:52 AM PDT
O que é bonito?
Padrões de beleza variam de cultura para cultura, mas a maioria das pessoas valorizam muito mais características faciais bem equilibradas, principalmente na região da boca. A boca é um foco de atenção porque nós consistentemente comunicamos e expressamos nossos sentimentos através dela.
A maioria das pessoas estão muito conscientes sobre a aparência dos dentes, muito embora esta percepção possa ser subconsciente. Num estudo de 75 crianças, com idade entre 9 e 14 anos, cada uma delas foi mostrado fotografias faciais que variavam desde dentes protruídos como coelinhos, mandíbulas retruídas por falta de crescimento, até sorrisos ideais, onde os dentes se encaixavam apropriadamente. Foi pedido para cada criança selecionar um desenho que se parecia com ele ou ela. Invariavelmente, a fotografia da criança com uma mordida ou sorriso ideal foi escolhida.
Em outro estudo de crianças com menos de 8 anos foi mostrado uma série de fotografias de pessoas mutiladas, algumas sem braços, ou sem pernas, outras sem orelhas, ou cegos, ou sem dedos, e também pessoas com fendas labias e/ou palatinas. Foi perguntado às crianças quais das situações seria a mais difícil para se conviver. Quase a maioria delas escolheu a fotografia das pessoas com fendas labiais e/ou palatinas, mostrando assim a percepção que até mesmo as crianças tem com aparência facial.
A necessidade de aceitação é algo que nunca é superada.Um adulto ou uma criança que não sente-se atraente devido aos dentes tortos ou arcadas desalinhadas podem tornar-se inibidos, acanhados, contrangidos, envergonhados e preocupados com sua aparência. Ela ou ela podem muitas vezes cobrir a boca durante uma conversa ou dando risadas, sorrir pouco, ou mesmo tentam esconder ou mascarar seu perfil.
Além de melhorar a saúde bucal, ortodontia é um caminho para melhorar a fisionomia e a auto-estima de uma pessoa. O tratamento ortodôntico pode dar à uma pessoa a sensação de controle, pois proporciona uma oportunidade de participar na melhoria da aparência das pessoas. Aumento na auto-confiança é observado quase sempre antes do tratamento ter sido completo.
Uma aparência melhorada através do tratamento ortodôntico pode melhorar enormemente a auto-estima das pessoas, e melhorando a auto-estima pode definitivamente melhorar a qualidade de vida.


Posted: 04 Oct 2011 11:57 PM PDT
http://static.catalogohospitalar.com.br/img/produtos/3184/imagem-de-fixador-externo-estatico-monoplanar-fixo-mini-estatico_g.jpg

O fisioterapeuta realiza uma avaliação do paciente e então formula um plano de tratamento. Embora certas características clínicas possam ser aguardadas na evolução se uma determinada fratura elas aparecem em graus diferentes em cada paciente e, em certos casos, podem não estar relacionados com a idade, família, profissão, lazer e reações psicológicas do indivíduo. Todos devem ser levados em consideração no planejamento do programa de tratamento e na avaliação do progresso, de modo que as alterações apropriadas possam ser introduzidas.

Os objetivos do tratamento relativo à fratura incluem:

- redução de qualquer edema

- reaquisição do arco de movimento articular

- reobtenção da potência muscular total.

- reeducação da função total.

Cuidados Ulteriores e Reabilitação para Pacientes com Fraturas.

Lembrando que os objetivos de todo tratamento de fraturas são.

- aliviar a dor

- obter e manter posição satisfatória dos fragmentos fraturários;

- permitir e, se necessário , estimular a consolidação óssea;

- restaurar uma função ótima.

O mais importante desses é a recuperação da função, pois o que lucraria um homem se alcançasse a consolidação de sua fratura em uma posição satisfatória, mas falhasse em recuperar a função útil da parte traumatizada?

Quanto maior o grau de função que possa ser preservado durante o tratamento da fratura do paciente menor será o grau funcional que terá que ser restaurado . Assim, a reabilitação de um paciente começa com o cuidado imediata de sua lesão, continua por meio do tratamento de emergência, passa ao tratamento definitivo, até que seja restituído ao paciente a função normal ou mais normal lesão permita.

O edema excessivo e persistente dos tecidos moles produz aderência semelhante a cola, com conseqüente rigidez articular; portanto, ele deve ser minimizado ou evitado pela elevação adequada do membro fraturado durante a fase de consolidação da fratura, bem como a melhoria do retorno venoso através de exercícios ativos de todos os músculos regionais. Músculos que não são usados exibem rapidamente atrofia por desuso, que podem ser prevenidas através de exercícios ativos estáticos (isométricos) dos músculos que controlam as articulações imobilizadas e exercícios ativos dinâmicos (isotônicos) de todos os outros músculos do membro, ou tronco. A fisioterapia supervisionada é particularmente importante no cuidado posterior dos adultos com fraturas, o paciente tem que ser ajudado e ajudar a si próprio. Todas as articulações que não estão imobilizadas pelo tratamento da fratura devem ser diariamente mobilizadas em todos os graus de movimento pelo paciente.

Em acréscimo à preservação da função dos músculos e articulações após uma fratura, você deve pensar em preservar função da mente do paciente, já que a atitude mental deste para com sua lesão determina em considerável extensão o grau em que ele irá se recuperar da mesma. De fato considerações psicológicas, somadas a bons cuidados da fratura do paciente geralmente podem prevenir desânimo desnecessário, depressão e preocupação indevida em relação ao futuro. Muitos pacientes recobram a função rapidamente, alguns precisam de ajuda e outros, mais tímidos e introvertidos necessitam de encorajamento constantes em seus esforços.

Após o período de imobilização externa da fratura os exercícios ativos devem ser continuados, até mesmo mais vigorosamente, até que a força muscular normal e a mobilidade articular tenham sidos recuperados. Se necessário o paciente deve ser retreinado nas atividades de vida diária e da profissão, geralmente através de terapia ocupacional supervisionada. Além disso, após um período de afastamento do trabalho, a condição geral do paciente se encontra deteriorada e ele pode precisar iniciar um programa de condicionamento físico geral antes de retornar ao trabalho; isto é com freqüência melhor elaborado num centro de reabilitação.




Posted: 04 Oct 2011 10:28 PM PDT
http://atlas.centralx.com.br/fmfiles/index.asp/::places::/cxatlas/nervo-facial.jpg

No seu percurso, desde o córtex cerebral até as suas ramificações terminais nos músculos da face, o nervo facial pode ser dividido em 3 segmentos: supranuclear, nuclear e infranuclear.

O tronco do nervo facial, constituído pelo nervo facial propriamente dito e pelo nervo intermédio, emerge do tronco encefálico na porção ventrolateral do sulco bulbopontino, na altura do ângulo ponto-cerebelar, iniciando seu segmento infranuclear. Desde sua saída do tronco até os ramos terminais na face, é subdividido em 6 segmentos: pontino (intracraniano), meatal, labiríntico, timpânico, mastoídeo e extratemporal.


a) SEGMENTO PONTINO (INTRACRANIANO)

Tem início no núcleo de origem onde se junta ao nervo vestibulococlear (VIII par craniano) e intermédio até penetrarem no meato acústico interno. Mede aproximadamente 10mm. As lesões desse segmento caracterizam-se, portanto, pela associação de déficits vestibulares e cocleares,n além de PFP homolateral.


b) SEGMENTO MEATAL

Os dois componentes do nervo facial (o nervo facial propriamente dito e o nervo intermédio) penetram no meato acústico interno, onde perdem sua individualidade, constituindo
um tronco único até encontrar o canal de Falópio. Um septo ósseo conhecido como crista  falciforme ou "barra de Bill" (Bill´s Bar) separa este espaço da área do vestíbulo superior. Esta área superior é separada da inferior pela crista transversa e na porção inferior encontra-se o nervo vestibular inferior e o nervo coclear. Esse segmento mede aproximadamente 8mm e nele o nervo facial é muito resistente a processos de estiramento e compressão de evolução lenta. Por esse motivo, lesões em decorrência de processos expansivos, como o schwanoma do nervo vestibular, freqüentemente, se manifestam por alterações na secreção lacrimal, salivar e gustativa, decorrentes do comprometimento do nervo intermédio, e só tardiamente ocorre comprometimento motor do nervo facial.


c) SEGMENTO LABIRÍNTICO

Recebe este nome porque o nervo facial passa entre o labirinto coclear e o vestibular. Inicia-se no fundo do meato com aproximadamente 2-4 mm de comprimento, terminando no
gânglio geniculado, onde saem o primeiro ramo (nervo petroso superficial maior) e o segundo ramo (nervo petroso superficial menor). Ao sair do meato acústico interno, o nervo sofre uma compressão fisiológica, pois o início do canal facial é sua porção mais estreita. Por isso, nesse segmento o nervo facial é mais vulnerável a processos inflamatórios. Além disso, essa é a única área onde o nervo facial não é suprido por anastomoses arteriais em forma de arcadas e sim por um suprimento arterial único, que o deixa mais suscetível a processos isquêmicos. Ao chegar ao gânglio geniculado o nervo faz uma curva para trás de 40-80 graus, terminando o segmento labiríntico.


d) SEGMENTO TIMPÂNICO

Tem aproximadamente 11 mm de comprimento, cursando póstero-superiormente ao processo cocleariforme e janela oval, fazendo uma segunda curva (segundo joelho) em direção ao canal semicircular lateral (110 - 120 graus). Este segmento divide-se em uma porção proximal vertical ou cocleariforme e uma porção distal horizontal ou estapediana, de onde ocorre a emissão do terceiro ramo (nervo estapédio). Pode ocorrer deiscência do nervo facial em 50% dos casos a nível da orelha média no segmento timpânico.


e) SEGMENTO MASTÓIDEO

É o segmento que está dentro do canal facial localizado na parede anterior da apófise mastóide, estendendo-se verticalmente desde a caixa timpânica até o forame estilomastoideo.  Mede aproximadamente 13 mm e nele ocorre a origem do quarto ramo do facial, o nervo corda do tímpano.


f) SEGMENTO EXTRATEMPORAL

Inicia-se junto ao forame estilomastoideo e, ao atingir a parótida, começa a se dividir em têmporo-facial e cervico-facial. A seguir, divide-se em 5 ramos: cervical, mandibular, bucal, zigomático e temporal. A vascularização do nervo facial, em sua porção intratemporal, é fornecida pelos sistemas arteriais carotídeo e vértebro-basilar. No canal auditivo interno, o segmento meatal é nutrido por ramos labirínticos terminais da artéria cerebelar ântero-inferior. Assim, os segmentos intratemporais recebem irrigação das seguintes artérias:

1) artéria petrosa: ramo da artéria meníngea média que penetra no osso temporal, irrigando a região do gânglio geniculado, segmento timpânico e parte do labirinto.

2) artéria estilomastoídea: geralmente é ramo da artéria occipital. Penetra com trajeto ascendente no forame estilomastoideo. É responsável pela irrigação do segmento mastoídeo e ramos do nervo facial nesta região, colaborando com a vascularização do segmento timpânico. O nervo facial intratemporal possui uma rica rede de anastomoses para prevenir sua isquemia, com exceção do segmento labiríntico, ao nível da junção dos sistemas carotídeo e vértebro-basilar. É exatamente essa região de menor irrigação que está envolvida, na maioria das vezes, nos processos de paralisia idiopática, herpes zoster oticus, e paralisias tardias devido a  fraturas ou manipulação cirúrgica via translabiríntica ou fossa média.

A anatomia do nervo facial é extremamente importante para compreensão de suas patologias, bem como para uma exposição adequada da mastóide e do ouvido médio em cirurgias otológicas. No acesso da fossa média, os parâmetros anatômicos são a eminência arqueada, o plano meatal, o hiato facial, o nervo petroso superficial maior. Na via translabiríntica, deve-se visualizar a ampola superior e a lâmina vertical (Bill's Bar). Na orelha média, os parâmetros para  localização do nervo facial são o processo cocleariforme, a janela oval, o canal semicircular lateral, o nervo corda do tímpano, além da ranhura do digástrico. O nervo facial passa medial e inferior ao canal semicircular lateral.
Anomalias do nervo facial são raras, sendo a mais comum a deiscência do nervo facial de seu canal, o que leva à exposição do mesmo à injúria durante uma cirurgia de osso temporal. A localização mais freqüente é o segmento timpânico acima da janela oval, seguido pelo gânglio geniculado e segmento mastóideo adjacente às células retrofaciais. O curso desse nervo normalmente é constante, porém variações anatômicas podem ocorrer. Deve-se suspeitar de anomalias do canal de Falópio em casos de atresia congênita de orelha média e anomalias de cápsula ótica.

A complexidade morfológica, funcional e topográfica dos nervos periféricos, e do facial em particular, associada a fatores biológicos e cirúrgicos, influem na qualidade da regeneração axonal e conseqüente função muscular após correção cirúrgica de uma injúria do nervo. A estrutura do nervo facial é composta de endoneuro, perineuro e epineuro, sendo que as disposições não são constantes ao longo de seu trajeto. No ângulo ponto-cerebelar e conduto auditivo interno, as fibras são arranjadas em feixes paralelos com pequeno suporte de endoneuro, sem a presença de perineuro. No seguimento labiríntico, as fibras formam uma coleção simples compacta com pouco endoneuro e uma fina bainha. O nervo ocupa apenas 25% a 50% do canal ósseo. No segmento timpânico, o nervo é composto por um único feixe. O epineuro é mais espesso que no segmento
labiríntico. No segmento mastoídeo, o nervo é composto por vários feixes. Após o forame estilomastoideo, há vários feixes e um perineuro bem definido e espesso. Por apresentar um envoltório conjuntivo mais frágil, as fibras da porção intracraniana são mais vulneráveis às agressões, além de serem menos onduladas, apresentando assim menor elasticidade e maior sensibilidade às lesões por estiramento agudo.

Retirado daqui


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