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| Você, o crédito, suas decisões financeiras e a “guerra dos juros” Posted: 05 Oct 2012 11:37 AM PDT
Mensagens na tela dos terminais de autoatendimento, abordagens peculiares de profissionais nas filas dos bancos ou nos caixas, propagandas repletas de números e simulações em horário nobre, há uma intensa campanha das instituições financeiras para conquistar clientes a partir da “nova realidade” dos juros baixos. Diante disso, a dúvida: será que o produto oferecido, as alternativas de crédito e as aplicações que eu já conheço continuam sendo interessantes sob o ponto de vista financeiro? Colocando de outra maneira, será que eu encontrarei melhores opções em instituições concorrentes? A concorrência tem um vencedor: o consumidor O problema é que todo barulho vem acompanhado de muito ruído, o que torna a comunicação um desafio. Antes, bastava um ótimo relacionamento com o gerente bancário para estar seguro e tranquilo em relação às decisões de consumo, negociação e poupança. Será que isso mudou? Sim, e optei por listar três importantes passos para lidar melhor com essa realidade. 1. Identifique a informação que faz falta A sensação de que comprar ficou mais fácil porque os juros caíram nos coloca diante de um passo fundamental: é preciso rever o que eu quero fazer com meu orçamento e se o que falta é mesmo informação para tomar uma melhor decisão ou simplesmente mais planejamento para lidar com os limites da atual situação financeira familiar. Assim, minha primeira sugestão é que você identifique e isole as variáveis que deseja compreender melhor e simplesmente esqueça as demais (por hora). Exemplo: seu problema é renegociar uma dívida no cartão de crédito, então você quer tomar um empréstimo pessoal em algum lugar para quitar o débito e aliviar as contas. Certo, então foque nisso primeiro e esqueça a possibilidade de trocar o carro ("porque os juros e o IPI caíram") e qual será o destino do seu dinheiro quando você for começar a poupar. Limite-se a entender bem o que precisa ser feito, defina prioridades, resolva-as e só então recomece o processo (novas metas, informação, decisão etc.). Todo esse agito em torno das informações tem deixado muita gente paralisada – e, enquanto ficamos parados, as dívidas continuam crescendo. Foco. Paciência. Atitude. 2. Busque respostas fora dos meios que você já conhece Tome os casos dos juros mais baixos oferecidos em algumas modalidades de crédito. As regras para conseguir fazer parte do seleto grupo de consumidores agraciados com as novas taxas incluem muito mais que apenas abrir conta no novo banco. Você terá que ir além dos apelos da publicidade e visitar diferentes instituições, sempre acompanhado de diversas perguntas. Algumas sugestões:
Repare que se trata de um questionário básico, mas que está longe de ser nosso guia em decisões deste tipo. Quando digo que é importante ir além do que você conhece, quero dizer que o papel de estar bem informado sobre as mudanças em curso na economia não é mais do gerente de sua conta, mas seu também. O ponto chave deste item é: depois de eliminar o que não é prioridade (ponto anterior), você agora deve entender, em todos os detalhes, o que precisará fazer (e contratar, assinar etc.) para lidar com a questão. E você deve fazer isso lendo, perguntando e, principalmente, comparando (próximo tópico). Prática. Ação. Retenção. 3. Compare “batendo perna” e aproveitando a tecnologia Sugiro avaliar os seguintes itens, de forma a dar-lhes peso e observações pertinentes (e isso é subjetivo, claro):
Para montar esta pequena tabela, use e abuse da tecnologia. Você sabia, por exemplo, que o Banco Central mantém um banco de dados atualizado e disponível on-line de todas as tarifas cobradas pelas instituições financeiras? Clique aqui para acessá-lo. Além disso, use comparadores de tarifas e os próprios sites dos bancos para buscar detalhes sobre o que pretende contratar. Controle. Referência. Decisão. Conclusões Proponho então que você pratique o que já sabe. Se pechinchar é importante, faça isso. Se ler um contrato antes de assiná-lo pode evitar problemas futuros, faça isso. Se definir melhor o seu real problema ou necessidade vai facilitar as coisas, faça isso. Desejo-lhe sucesso nessa empreitada. Dinheirama Online Fico por aqui, obrigado e até a próxima. Ah, não se esqueça de me procurar também no Twitter: @Navarro. Abraço. ------Este artigo foi escrito por Conrado Navarro. Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros "Vamos falar de dinheiro?" (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro. A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama |
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