Aula em laboratório experimental no Colégio Evangelico Leôncio J. Santana em 15/03/2007Os benefícios do xadrez estão tão consolidados que, em países como a França e a Holanda, o jogo faz parte do currículo escolar como atividade extracurricular. Na Rússia existe até universidades para estudar melhor o jogo. No Brasil, segundo Estevam Matheus, algumas escolas do Sul do Brasil já colocaram o xadrez em seus currículos.
Mas, não só nas escolas que o jogo vem sendo usado. O psicólogo Estevan Matheus trouxe o xadrez para dentro do seu consultório,
Segundo o psicólogo, a criança até os 12 anos está no pensamento concreto (o que esse tipo de pensamento consegue produzir está sempre vinculado à analogia da prática) e, portanto, repete nas brincadeiras coisas relacionadas ao seu cotidiano e sentimentos. "Se a criança apanha da mãe ou não tem um bom relacionamento com o pai, ela vai demonstrar isso quando ela desenhar uma das peças do jogo e explicar a relação com uma pessoa do seu convívio", explica.
No entanto, antes de entrar na terapia do xadrez, Matheus conversa com os pais para saber história de vida da criança, o contexto em que ela está inserida e os motivos que os levaram a buscar auxílio na terapia. Dependendo dos motivos, dois caminhos podem ser tomados. Se o problema for desenvolver o pensamento analítico e sintético o psicólogo passa logo para o jogo com a criança. Se a causa for de ordem sentimental, o trabalho de relacionar peças com pessoas, desenhos e história do jogo são necessários.
De acordo com Matheus, no Brasil o xadrez vem sendo usado como ferramenta para a Terapia Ocupacional com adultos. E garante que o jogo, mesmo com os amigos, traz como benefício o aumento da capacidades de memória, da agilidade do pensamento, da segurança e o aprendizado na vitória e na derrota, da atenção e concentração e organização estratégica do estudo.
"O jogo baseado em sorte, como gamão e baralho não traz todos esses benefícios. O que pode melhorar é a memória e um pouco da lógica, mas não se compara ao xadrez", revela. Isso, porque, segundo ele, para se ganhar no xadrez é preciso 100% de conhecimento. Então, agora é só pegar as peças e o tabuleiro e começar a pensar, quer dizer, brincar.
SERVIÇO: Para entrar em contato com o psicólogo Estevan Matheus pelo telefone (11) 5522.1789 e pelo site www.estevanmatheus.com.br
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