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- O Federal Reserve e as Bolsas de Valores
- O sucesso do canal “Porta dos Fundos” no YouTube
- Dinheirama Entrevista: Aline Rabelo Coordenadora do Investmania
| O Federal Reserve e as Bolsas de Valores Posted: 03 Jun 2013 03:30 PM PDT
Apesar das circunstâncias adversas, os investidores não relutaram em oxigenar as bolsas de valores em todo o mundo movidos por pacotes de socorros a bancos, seguradoras e por injeções fantásticas de dinheiro na economia mediante compra de títulos atrelados às hipotecas – o grande calcanhar de Aquiles americano. Os mercados acionários despencaram, estarrecidos com as imagens dos funcionários do Lehman Brothers deixando a imponente sede da empresa com caixas de papelão em mãos, e subiram em uma proporção maior do que as quedas. Para constatar essa realidade, basta observar o índice Dow Jones quebrando sucessivos recordes, sustentado por expectativas de que a máquina não pararia de imprimir dinheiro. E é nesse momento que o Federal Reserve americano se tornou a peça fundamental da engrenagem para os investidores. Conforme mencionado, o banco central americano vem adquirindo bilhões, mensalmente, em ativos atrelados a contratos imobiliários. Por qual razão? Assegurando uma forte demanda por estes títulos, ocorre a manutenção dos juros cobrados em níveis baixos, diminuindo o sofrimento das famílias mergulhadas em dívidas. Além disso, uma taxa de juros próxima de zero faz com que o acesso ao crédito por parte dos consumidores seja menos custoso, além de estimular os empresários a investirem em bens de capital devido aos rendimentos pífios dos produtos financeiros atrelados à taxa básica. O Federal Reserve americano, portanto, assumiu um papel gigantesco nas bolsas de valores em todo o mundo. Os investidores interpretam não apenas os dados econômicos e corporativos, mas principalmente de que forma os indicadores mencionados irão influenciar as ações futuras do banco central americano. É preferível que um determinado número da economia americana venha abaixo do esperado do que algo muito positivo alastre otimismo entre os membros do Fed, resultando num afrouxamento da política monetária atual. A taxa de desemprego vem caindo, apesar de nenhum sinal de uma alentadora chama inflacionária nos Estados Unidos. Provavelmente, esse recuo está relacionado com o fato de que, após dados consistentes que sinalizam uma melhora na atividade econômica, as pessoas estão voltando a procurar trabalho – o que segundo a metodologia utilizada retira milhares de postulantes do rol de desempregados. Este sentimento quanto às perspectivas da economia da maior potência mundial – corroborada por indicadores de confiança dos consumidores e dos empresários – desempenhará um papel crucial nos próximos movimentos dos mercados acionários. Muita atenção à próxima reunião do Federal Reserve. Conforme noticiado amplamente nos canais de comunicação americanos, há uma divisão interna no banco central americano quanto à manutenção dos estímulos. Com uma sinalização de recuo e a ausência de um grande catalisador de alta para os mercados, a tendência é que investidores embolsem seus lucros e aguardem mais uma ação de política monetária que estique os preços dos ativos – independentemente dos fundamentos reais da economia. Foto de freedigitalphotos.net. ------Este artigo foi escrito por Artur Salles Lisboa de Oliveira. Administrador de empresas com 6 anos de experiência na BM&F Bovespa nos segmentos à vista e futuro. Profissional com certificações Cpa-20 (Anbima) e Ancord. Colaborador de inúmeros jornais no Brasil e no Exterior. Twitter: @arturslo A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama |
| O sucesso do canal “Porta dos Fundos” no YouTube Posted: 03 Jun 2013 11:00 AM PDT
Isso é um dos motivos do sucesso do canal Porta dos Fundos, liderado por Antônio Tabet (Kibe Loco), Fábio Porchat, Gregório Duvivier e Ian SBF. O mais interessante de tudo é todo o sucesso chegou em apenas nove meses de web. A aceitação dos vídeos produzidos pelo canal tem sido tão grande que também chamou atenção da revista norte-americana Forbes, que destacou a empresa de humor como uma "magnata na internet". Segundo a publicação da última sexta-feira (31/05), o rápido crescimento da empresa tem atraído grandes anunciantes concorrendo diretamente com a televisão aberta e fechada. Os números não deixam mentir. Com cerca de 10 vídeos por mês o canal do Porta dos Fundos no YouTube já possui mais de 3,5 milhões de assinantes e 300 milhões de visualizações dos seus vídeos. A empresa conta com 34 colaboradores e sede própria para realizar as operações necessárias. A comparação com grandes produtores de humor é inevitável. De acordo com a reportagem, a média de visualizações (24 milhões) é cerca de quatro vezes maior do que a audiência do site americano Funny Or Die, fundado por Will Ferrell e Adam McKay, que recebeu investimento de cerca de US$ 15 milhões. O humor como estratégia de marketingEstá cada vez mais comum a encomenda de vídeos feitos pelos humoristas. Marcas como Fiat, LG, Lacta e Spoleto já fecharam acordo com a empresa para serem alvo de piadas e, quem sabe, se tornar mais um viral do canal. No mês passado, o Estadão publicou uma reportagem sobre o valor cobrado pelo Porta dos Fundos, segundo a publicação, o valor depende de vários fatores, como número de episódios ou tempo de veiculação, mas a média é de R$ 200 mil por vídeo. A Forbes aponta que essas empresas estão optando por uma diferente estratégia de marketing, afinal, os vídeos aproveitam o humor para tirar sarro das próprias marcas anunciantes "coisa que elas não fariam na TV". Cuidados para crescerMesmo com o crescente demanda de anunciantes em seus vídeos, o Porta dos Fundos toma cuidado para que isso não atrapalhe o crescimento de audiência. Os vídeos produzidos para as marcas não aparecem no canal oficial da empresa, mas são exibidos pelas empresas no canal delas. Além disso, segundo a reportagem da Forbes, a empresa não está aberta a ideia de ter um estrangeiro como parceiro de negócios. "Nós não temos nenhuma intenção de vender uma participação em nossa empresa. Queremos mantê-la como uma companhia de produção independente", disse Fabio Porchat a Forbes. Sobretudo, Porchat afirma que o Porta dos Fundos tem uma relação comercial com o Google – controlador dos anúncios vinculados no YouTube – que é "muito boa" e que no futuro a parceria pode reservar algo interessante para ambas partes. Vamos acompanhar, até a próxima. Fontes: InfoMoney | Estadão | Forbes. Foto: divulgação. ------Este artigo foi escrito por Willian Binder. Graduando em Administração na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e estagiário do Dinheirama. A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama |
| Dinheirama Entrevista: Aline Rabelo Coordenadora do Investmania Posted: 03 Jun 2013 06:36 AM PDT
Nossa conversa resultou em uma ótima entrevista, a Aline falou sobre a economia no Brasil e no Mundo, detalhou os principais pontos de preocupação do investidor como inflação e a busca pelas melhores opções de investimento. Confira: Estamos chegando ao final do primeiro semestre de 2013. O que podemos tirar de positivo sobre a primeira metade do ano e o que podermos esperar da economia do Brasil daqui para frente? Aline Rabelo: O primeiro semestre está sendo marcado pela pressão inflacionária e corrida dos investidores por investimentos mais rentáveis. O fato da caderneta de poupança gerar rendimentos que fiquem abaixo da inflação faz o investidor buscar investimentos que tenham maior retorno e, consequentemente maior risco. Este movimento é lento, pois o poupador demora a perceber que o dinheiro na conta já não rende como antes. O ponto positivo é que esta busca por novos investimentos resultará em maior conhecimento e educação financeira. É importante buscar informações precisas a cerca dos produtos de investimentos existentes e adequá-los ao seu perfil de investidor e horizonte de investimento. Daqui pra frente, continuaremos a ver o Banco Central tomando medidas para conter a inflação e garantir o crescimento da economia, que agora está previsto pelos os analistas em 2,9% ao ano. Já que você mencionou a inflação, sob o ponto de vista do investidor quais os investimentos que podem ser interessantes para quem busca alternativa a caderneta de poupanças, que em alguns momentos já perde em rentabilidade para inflação? A. R.: Nos últimos meses, a maioria dos investimentos perdeu para a inflação, que nos três primeiros meses do ano, teve acúmulo de 1,94%. Em um cenário de incertezas, o brasileiro deve tomar mais risco e alongar o prazo das aplicações, pois zerar investimentos agora resultaria em perdas precoces. O ideal é buscar investimentos com maior capacidade de preservar o valor contra a inflação, que é o caso da renda variável (mercado de ações) e também imóveis. No mercado de ações, por exemplo, os setores de educação e consumo podem ter especial atenção dos investidores, tendo em vista o aumento de preços. Os investidores precisam atentar-se ao fato de que Bolsa não é só Ibovespa. Existem outras oportunidades em ações de empresas que não compõem o Índice, os investidores precisam apenas garimpar. Muito tem se falado sobre a crise internacional na Europa e a fraca recuperação da economia americana, essa realidade poderá comprometer o crescimento que o governo brasileiro espera para 2013. A. R.: Vimos, recentemente, declaração do presidente do Banco Central Europeu, afirmando que as melhoras vistas recentemente nos mercados financeiros devem chegar à economia real. Apesar disto, uma melhora na economia americana e, por consequência, diminuição nos estímulos monetários, pode representar aumento de dólar o que significa mais pressão inflacionária no Brasil, o que compromete a gestão do governo, no controle da inflação. Por outro lado, a redução das projeções do PIB global, divulgados no final de maio, mostram que a retomada da economia mundial está mais distante. O impacto mais direto de uma crise internacional é a diminuição do crescimento por conta da redução das exportações. Com mercado externo menos aquecido, o Brasil terá que exportar menos matéria-prima para os países afetados pela crise e estes países com situação econômica prejudicada, reduzirão o consumo, o que causa a diminuição nas exportações e consequente queda no crescimento. O Investmania é uma ótima opção para investidores que buscam encontrar informações e dados sobre investimentos e é uma oportunidade importante para quem busca especialização e conhecimento. Conte para o leitor do Dinheirama como tem sido o contato com os usuários da rede social. A. R.: O que mais prezamos no Investmania é a democratização da informação. Permitir que milhares de pessoas tenham acesso à informação relevante, especialização e conhecimento é a nossa maior missão. Hoje, com a marca de 39.000 investidores, presenciamos diariamente momentos em que os investidores declaram ter realizado lucro e evitado perdas por conta das informações encontradas no Investmania. Desde o lançamento do site, em janeiro de 2012, já foram mais de 350.000 posts, comentários e interações por meio do Feedmania – área especial do site destinada à troca de informações entre investidores e profissionais de mercado. Além disso, o canal que permite o contato direto do investidor pessoa física com as empresas de capital aberto está ganhando cada vez mais relevância e a presença dos investidores nas apresentações de divulgação de resultados das empresas e vídeos-chat sobre investimentos já ultrapassou a marca de 30 mil. Existem muitos aspectos sobre a popularização do mercado de ações no Brasil. Em sua opinião qual o papel das corretoras, da própria BM&F – Bovespa e das iniciativas como o Investmania? Existe um caminho certo para que alcancemos um bom resultado? A. R.: O papel dos participantes do mercado, de uma maneira geral, é educar financeiramente a população. A verdade é que nosso povo carece de conhecimento com relação à poupança, investimentos e como se planejar para o futuro. A decisão de levar uma vida financeiramente saudável vem muito antes de ter dinheiro para saber onde investir. Esta decisão inicia-se com: qual minha renda mensal? Qual o valor dos meus gastos fixos? Qual valor dos meus gastos variáveis? Como economizar? Como poupar? E, só então, onde investir melhor? E como participantes deste cenário, o Investmania tem como proposta oferecer o máximo de informação, qualificada, para ajudar as pessoas na hora de poupar e investir. Proporcionamos um ambiente onde as pessoas podem trocar informações entre elas e também com profissionais de mercado para tomar sempre a melhor decisão para poupar e investir. Aline, muito obrigado pela disponibilidade, deixe uma mensagem final para os leitores do Dinheirama que buscam aprender cada dia mais sobre investimentos. A. R.: Agradeço a oportunidade de participar e apresentar o Investmania os leitores do Dinheirama. Acredito que, a maior riqueza do homem é o seu conhecimento. E nós, do Investmania, queremos oferecer todo o conhecimento sobre finanças e investimentos, de forma gratuita, para que cada brasileiro possa ter uma vida financeira mais saudável e rentável. Convidamos você a se cadastrar gratuitamente no Investmania e participar. Em breve teremos novidades. Parabéns pelo trabalho e até a próxima! Foto de freedigitalphotos.net. ------Este artigo foi escrito por Ricardo Pereira. Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: @RicardoPereira A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama |
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