quarta-feira, maio 01, 2013

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Posted: 30 Apr 2013 11:00 AM PDT
Vender moeda em casa de câmbio é a melhor opçãoComprar e vender moeda, em especial o dólar, pode ser rotina para pessoas que viajam para o exterior com frequência. A prática pode ser mais bem aproveitada seguindo o levantamento feito pela PROTESTE em Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Quem pretende viajar para outro país sabe que é preciso levar uma quantia em dinheiro para gastos menores, como café e refeições rápidas. Assim, o turista tem basicamente duas opções: bancos ou casas de câmbio.
Segundo a pesquisa comprar moeda em bancos é a melhor opção, pois mesmo com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) as cotações são mais atraentes tanto para compra de dólar quanto para compra de euro.
Em contra partida, para quem precisa vender dólar ou euro, vale mais a pena procurar uma casa de câmbio.

Diferenças nas cotações

Pelos dados coletados pela PROTESTE, o valor mais baixo encontrado em casa de câmbios para a compra de dólar foi de R$ 1,66 numa empresa carioca, e o mais alto foi de R$ 1,75, cobrado em três instituições: uma em Salvador, Rio de Janeiro e em São Paulo.
Já para a compra de euro, a alternativa mais em conta foi de R$ 2,36, numa casa de câmbio em Salvador e, a mais alta, de R$ 2,55, na capital paulista.
Quem precisa vender dólar, o valor mais alto identificado foi de R$ 1,63 em duas casas de câmbio, uma em Salvador e outra em São Paulo. O mais baixo também ficou na capital paulista, no valor de R$ 1,54.
No caso da venda de euro, a melhora cotação foi de R$ 2,33, cobrada por uma casa do Rio e outra de Salvador. Por outro lado a mais baixa foi de R$ 2,19, numa empresa de São Paulo.
Entre os bancos a venda de dólar não é muito atraente. A melhor cotação foi de R$ 1,53 (um centavo menor do que entre as casas de câmbio), e a menos atraente, R$ 1,49. Quanto ao euro, a cotação mais alta foi de R$ 2,18, também inferior ao menor valor oferecido pelas casas de câmbio, e mais baixa foi de R$ 2,13.

Dólar comercial, turismo e paralelo

As diferenças entre as cotações de dólar geram muitos questionamentos. Você sabe o que cada uma significa?
O tema é bastante interessante e conhecer bem a diferença entre cada cotação e o funcionamento do mercado de compra e venda de dólar pode ser um fator diferencial para quem quer ter o melhor retorno.
O Dinheirama já abordou o tema com detalhes sobre as diferenças de dólar comercial, turismo e paralelo clicando aqui.
Até a próxima.
Fonte: PROTESTE. Foto de freedigitalphotos.net.
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Este artigo foi escrito por Willian Binder.
Graduando em Administração na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e estagiário do Dinheirama.
Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.
A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama





Posted: 30 Apr 2013 05:00 AM PDT
Frágil Desempenho ExternoExceto por nosso volume de reservas internacionais que beiram a casa de US$ 378 bilhões, nossas contas externas encerraram o trimestre de forma quase melancólica. Mesmo as reservas já estão patinando nesse entorno por muito tempo, em que pese as compras de moedas recentes. Bom é que não tivemos contrapartida no crescimento da dívida pública federal que no mês de março encolheu 0,57%, se situando em R$ 1,94 trilhão.
Olhando especificamente para as contas externas, o Banco Central anunciou recentemente que o déficit em conta corrente de março foi de US$ 6,87 bilhões, financiado em parte pelo ingresso de investimentos externos diretos (IED) no montante de US$ 5,74 bilhões. Porém, se considerarmos essas mesmas contas para o trimestre, o déficit em conta corrente estaria em US$ 24,9 bilhões, enquanto o IED seria de somente US$ 13,2 bilhões, cobrindo 53,01% desse valor.
Considerado os últimos 12 meses a situação ainda é relativamente tranquila. O déficit em conta corrente ascende a US$ 67 bilhões, enquanto o IED monta a US$ 63,6 bilhões. Ocorre que não faz muito tempo o déficit era integralmente coberto pelo ingresso de investimentos e, a julgar pelo comportamento desse início de ano, o diferencial em 12 meses tende a piorar. O saldo do balanço de pagamentos ainda é positivo (superávit) em US$ 3,31 bilhões e o déficit em conta corrente atinge 2,93% do PIB. Na projeção do próprio governo o déficit de abril deve ser de 6,5 bilhões.
Mais para o final da semana o Ministério da Indústria e Comércio (MDIC) vai divulgar o saldo comercial do mês de abril  (02/05). Porém se levarmos em consideração o movimento até a terceira semana do mês, o situação também parece crítica para esse item.  Nas três primeiras semanas de abril, nossa balança comercial registra déficit de US$ 1,33 bilhão, elevando o déficit do ano para US$ 6,5 bilhões. Segundo informado, foram lançadas importações atrasadas da Petrobras que agravaram o déficit. Todavia, isso está se tornando fator recorrente já que a própria Petrobras anunciou que contratou sete novas cargas de GNL (gás natural) no mês de abril.
No final do ano passado e início desse ano de 2013, muitos economistas trabalhavam com superávit comercial para o ano semelhante ao apresentado em 2012 de US$ 18,5 bilhões (já defasado de importações da Petrobras). Ocorre que o próprio Banco Central reduziu suas expectativas de superávit de US$ 17 bilhões para US$ 15 bilhões. Isso posto e considerando o saldo  negativo até aqui apresentado e possíveis recorrências, mesmo essa projeção do Bacen já pode estar defasada. Já há quem estime algo ao redor de somente US$ 11 bilhões.
O problema não está somente nos dados frios, mas também na estratégia. A Argentina vem seguidamente dificultando nossas exportações para o país, principalmente a de bens duráveis da linha branca e outras e ferindo as normas do Mercosul. Isso suscitou mesmo o encontro recente de presidente Dilma com Cristina Kirchner para resolverem pendências, já que a Argentina é importante para nossas exportações. Enquanto o Brasil perde tempo com os membros do Mercosul e outros países de segunda linha, o mundo caminha. Os EUA desenvolvem acordos bilaterais com o Atlântico e Pacífico e outros países vão na mesma direção. A constatação é que estamos perdendo tempo precioso e dependendo talento com quase nada.
Assim como precisamos mudar nossa política econômica interna para investimentos em infraestrutura, seria absolutamente fundamental mudar nossa política externa de atração de recursos para investimentos  e nosso fluxo comercial que continua a ser irrelevante em termos transnacionais, representando muito pouco no comércio global, notadamente para um país de dimensões continentais e celeiro de matérias primas.
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Foto de freedigitalphotos.net.
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Este artigo foi escrito por Alvaro Bandeira.
Sócio e Economista-Chefe da Órama.
Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.
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